O Foo Fighters voltou ao Rock in Rio para sua terceira apresentação no festival e entregou exatamente aquilo que se espera de uma das maiores bandas de rock do mundo: guitarras altas, energia absurda e um repertório praticamente inteiro cantado pelo público

Depois das passagens por 2001 e 2019, o grupo retornou ao Palco Mundo em 2026 para sua primeira apresentação no festival com Ilan Rubin na bateria. O músico assumiu o posto após a passagem de Josh Freese pela banda, dentro dessa nova fase iniciada depois da trágica morte de Taylor Hawkins.
Mesmo com uma duração menor do que os shows normalmente realizados pelo Foo Fighters em suas próprias turnês, o setlist reuniu sucessos de diferentes momentos da carreira. É o tipo de apresentação que pode parecer “mais do mesmo” para quem acompanha a banda apenas de longe, mas que ganha outra dimensão para quem se identifica com sua história e sonoridade.
A noite também guardou algumas surpresas. Uma delas foi “Marigold”, composição de Dave Grohl lançada pelo Nirvana em 1993 como lado B do single “Heart-Shaped Box”. A faixa se tornou uma raridade histórica por ser a única música oficialmente lançada pelo Nirvana com Grohl assumindo os vocais principais.
Outro momento especial aconteceu com “Exhausted”, faixa do primeiro álbum do Foo Fighters, lançado em 1995. A composição existia ainda nos tempos de Nirvana e chegou ao conhecimento de Kurt Cobain, que gostava da música e demonstrou interesse em aproveitá-la futuramente. Dave, no entanto, guardou a canção e acabou registrando-a no disco que marcou o nascimento do Foo Fighters após a morte de Kurt.

Já assisti ao Foo Fighters duas vezes no meio da multidão e acompanhei todas as suas apresentações no Rock in Rio. A sensação permanece a mesma: poucas bandas conseguem transformar uma sequência de grandes sucessos em uma experiência tão intensa e coletiva.
Com mais de 30 anos de carreira, o Foo Fighters continua fazendo jus ao próprio tamanho. Pode até existir uma estrutura conhecida, com os mesmos discursos, brincadeiras e hinos obrigatórios, mas isso pouco importa quando tudo é executado com tamanha entrega. Para quem gosta verdadeiramente da banda, nunca é apenas mais um show.
Foi um encerramento à altura do primeiro dia do Rock in Rio: grandioso, poderoso e comandado por uma banda que ainda demonstra ter muito gás pela frente.
Rock in Rio é Semana Pop
Siga Dinho Lima no Instagram
Conheça a produtora: IdeiaDigital
Conheça a missão do Semana Pop
Lembrando que todo o conteúdo de artigos produzidos por terceiros, não é de responsabilidade do portal Semana Pop.





