Festival e feriado de 7 de Setembro devem provocar um dos maiores fluxos do ano no Rio
O Rock in Rio 2026 deve provocar um dos maiores movimentos do ano no transporte rodoviário rumo ao Rio de Janeiro. Entre 3 e 14 de setembro, período que engloba os sete dias de festival e o feriado de 7 de Setembro, a Rodoviária do Rio projeta receber cerca de 500 mil passageiros, distribuídos em 14.845 operações de ônibus entre partidas e chegadas. A estimativa ajuda a dimensionar um impacto que ultrapassa os palcos da Cidade do Rock e alcança diretamente setores como transporte, hospedagem, alimentação, comércio e serviços turísticos.

Os maiores picos de desembarque estão previstos justamente nos dias mais próximos da programação do festival. Em 7 de setembro, a expectativa é de 26,5 mil chegadas, seguida por 11 de setembro, com 25 mil, e pelos dias 6 e 13, com cerca de 23 mil desembarques cada. Em 13 de setembro, último dia do Rock in Rio, quase 50 mil pessoas devem circular pela rodoviária entre embarques e desembarques. Historicamente, São Paulo lidera a origem dos passageiros que chegam ao terminal para o festival, seguida por Minas Gerais, Espírito Santo e municípios do interior fluminense.
Dados levantados pela ClickBus entre seus próprios clientes também mostram a relevância do ônibus na dinâmica do evento. Entre os entrevistados que afirmaram viajar ao Rio para o Rock in Rio, 77% disseram escolher o transporte rodoviário, enquanto 19% optam pelo avião. O conforto também aparece como fator importante na decisão: entre os clientes que já escolheram a categoria da passagem, 78% preferem classes superiores à convencional e 57% selecionam o semi-leito. A tendência acompanha uma característica dessas viagens, já que 68% dos deslocamentos informados ultrapassam três horas.
O impacto do festival sobre o setor não é novo. Um levantamento da ClickBus em parceria com a Fipe, baseado na edição de 2024, apontou que o volume de passagens no trecho São Paulo–Rio chegou a ficar aproximadamente 300% acima do padrão habitual em determinados dias de pico. Nas categorias leito e cama, os preços médios chegaram a registrar variações de até 77% em relação aos valores normalmente praticados. Os números demonstram como grandes eventos culturais são capazes de alterar temporariamente a dinâmica de mobilidade entre cidades e pressionar simultaneamente demanda, disponibilidade e preços.
O efeito econômico também se prolonga pela permanência do público na capital fluminense. Segundo a pesquisa da ClickBus, 61% dos clientes que moram fora do Rio pretendem permanecer na cidade por três dias ou mais durante o festival, enquanto somente 10% planejam fazer um bate-volta. O aluguel por temporada é a principal escolha de hospedagem, citado por 45%, seguido pelos hotéis, com 30%. Considerando ingresso, transporte, alimentação e hospedagem, os participantes ouvidos estimam um gasto médio de R$ 2.007 com a experiência, reforçando como a movimentação gerada pelo festival se espalha por diferentes segmentos da economia carioca.
A preparação para o aumento de fluxo inclui reforço de frotas e horários por empresas rodoviárias, além de uma estrutura específica no terminal. A Rodoviária do Rio conta com conexão ao VLT e ao Terminal Gentileza, monitoramento por câmeras, estacionamento 24 horas, Wi-Fi e serviços comerciais. A ClickBus também aproveitará o período para promover o concurso cultural “A Trilha Sonora da Janela” e distribuir cerca de 20 mil bonés temáticos durante os dois fins de semana do evento. Para além da música, o Rock in Rio confirma, mais uma vez, sua capacidade de reorganizar temporariamente a mobilidade e o turismo de uma das maiores cidades do país.
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