Dia do Cérebro: estimulação cognitiva beneficia idosos

Pesquisa da USP destaca avanços na memória, autonomia e qualidade de vida com método brasileiro de estimulação cerebral

Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro reforça a importância dos cuidados com a saúde cerebral, especialmente diante do envelhecimento da população. Nesse cenário, a estimulação cognitiva tem ganhado espaço como estratégia para promover autonomia, bem-estar e qualidade de vida. Um dos destaques é o Método Supera, programa brasileiro que combina exercícios de memória, raciocínio lógico, atenção, coordenação motora e interação social.

Crédito: Divulgação

A eficácia da metodologia foi demonstrada em um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), em parceria com a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH-USP). A pesquisa acompanhou 207 pessoas com 60 anos ou mais durante até dois anos e identificou melhorias na cognição global, nas funções executivas, na fluência verbal e na segurança cognitiva, além da manutenção desses benefícios por até um ano após a intervenção.

Segundo os pesquisadores, os resultados também refletem na rotina dos participantes. A prática regular contribui para maior independência nas atividades diárias, redução de sintomas de ansiedade e depressão, fortalecimento das relações sociais e melhora da autoestima. A metodologia utiliza ferramentas como ábaco, jogos, desafios progressivos e atividades em grupo, estimulando a neuroplasticidade — capacidade do cérebro de criar novas conexões ao longo da vida.

De acordo com Patrícia Lessa, neuropsicopedagoga e diretora pedagógica do Supera, a estimulação cognitiva é indicada principalmente para idosos sem diagnóstico de demência, ajudando a preservar funções cerebrais e ampliar a reserva cognitiva. Em um país onde a expectativa de vida continua aumentando, iniciativas que unem ciência, exercício mental e convivência social tornam-se cada vez mais relevantes para um envelhecimento ativo e saudável.

Cinco benefícios da estimulação cognitiva: 

  • Melhora da reserva cognitiva
    Fortalece memória, atenção, concentração e agilidade de raciocínio.
  • Saúde emocional e social
    Ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão e incentiva a convivência.
  • Mais autonomia
    Favorece a independência nas atividades do cotidiano e na tomada de decisões.
  • Prevenção do declínio cognitivo
    Contribui para preservar funções cerebrais e retardar sintomas relacionados ao envelhecimento.
  • Estímulo à neuroplasticidade
    Exercícios e desafios constantes ajudam o cérebro a formar novas conexões neurais.

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