Rock in Rio 2026 estreia nova era na Cidade do Rock

Foo Fighters, tecnologia e novas experiências marcam a abertura do festival no Rio

O Rock in Rio 2026 abriu os portões da Cidade do Rock apresentando uma edição que amplia a experiência do público para além da programação musical. Entre as principais novidades está a reformulação do Palco Mundo, que ganhou 2.400 m² de painéis de LED de alta definição em toda a estrutura frontal. A nova cenografia transforma o palco em uma grande superfície audiovisual e reforça uma tendência cada vez mais presente nos grandes festivais: integrar música, tecnologia e linguagem visual em uma mesma experiência. A primeira noite reuniu nomes como Nova Twins, The Hives e Rise Against antes da apresentação que encerrou a programação principal: o Foo Fighters.

Crédito: Divulgação

De volta ao festival depois de sete anos, a banda liderada por Dave Grohl construiu um repertório baseado em diferentes momentos de sua trajetória. Canções como “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench” e “Best of You” atravessaram a apresentação até o encerramento com “Everlong”. Enquanto o Palco Mundo concentrou parte da força internacional da abertura, o Sunset apostou no diálogo entre gerações do rock nacional, reunindo Di Ferrero, Detonautas, Biquini, Capital Inicial e Dado Villa-Lobos em apresentações que aproximaram repertórios e diferentes momentos da história do gênero no Brasil.

A transformação da Cidade do Rock, porém, não ficou restrita aos shows. Uma das principais estreias desta edição é o ECCO, experiência desenvolvida em parceria com a LightWire que combina luz, som, tecnologia, movimento, aromas e referências à natureza em uma narrativa imersiva de 360 graus. Bailarinos, projeções mapeadas, holografia, áudio imersivo e figurinos tecnológicos compõem o espetáculo, que propõe uma pausa sensorial em meio à intensidade do festival. O New Dance Order também surgiu renovado, com uma estrutura de 56,5 metros de largura, 22,5 metros de altura e 502 m² de painéis de LED, consolidando a música eletrônica dentro de uma proposta fortemente audiovisual.

Outros espaços reforçaram a diversidade artística da edição. O Global Village recebeu nomes como Giovanna Moraes, Leela e Paulinho Moska, enquanto Espaço Favela e Supernova abriram espaço para diferentes linguagens e artistas, entre eles Hitmaker, Rodrigo do CN, Larissa Luz e Diogo Defante. A programação evidencia como o Rock in Rio vem ampliando sua identidade: o festival permanece ancorado na música, mas se apresenta cada vez mais como uma plataforma de entretenimento em que diferentes gêneros, gerações e experiências convivem dentro da mesma Cidade do Rock.

A edição de 2026 também reforça iniciativas ligadas à sustentabilidade e ao impacto social. O festival se uniu à Ação da Cidadania em uma mobilização nacional contra a fome, iniciada com a doação de 500 mil pratos de comida e com a meta de alcançar dois milhões até o encerramento da edição. Na operação de alimentos e bebidas, a reutilização de copos é incentivada por meio de descontos nas compras seguintes, aproximando a experiência cotidiana do público da agenda ambiental defendida pelo evento. Assim, entre grandes shows, tecnologia, diversidade cultural e responsabilidade social, o primeiro dia sinalizou a dimensão que o Rock in Rio pretende assumir em 2026.

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