Pitty anuncia álbum homônimo após sete anos sem inéditas

Novo disco chega em 16 de outubro e inaugura uma fase de reencontro e transformação

Depois de sete anos sem lançar um álbum de inéditas, Pitty abre um novo capítulo de sua trajetória. A cantora e compositora anunciou ⚡︎ PITTY ⚡︎, seu sexto disco autoral, previsto para chegar em 16 de outubro, pela Deck. A novidade foi apresentada por meio de um vídeo-manifesto após uma sequência de pistas compartilhadas com o público nos últimos dias. Mais do que marcar uma retomada fonográfica desde Matriz, de 2019, o projeto surge como resultado de um período de pausa, reflexão e reorganização criativa.

Créditos: Jorge Daux – @jorgedaux

O intervalo entre os trabalhos não significou ausência. Pitty atravessou os últimos anos entre diferentes projetos, encontros e apresentações, até decidir reduzir a rotina dos palcos e abrir espaço para uma experiência de criação menos condicionada às demandas de lançamento. Foi nesse processo que novas composições começaram a aparecer espontaneamente no fim de 2025. Segundo a artista, inicialmente não existia a intenção de produzir um álbum, mas o volume e a intensidade do material acabaram determinando o caminho. “A caneta começou a fritar, a caneta ferveu”, resume Pitty ao descrever um processo no qual preferiu seguir o movimento das músicas em vez de tentar controlá-lo.

A escolha de um título homônimo também ajuda a dimensionar o significado dessa etapa. Pela primeira vez em mais de duas décadas de carreira, a artista coloca o próprio nome na capa de um álbum, concentrando em uma mesma obra diferentes dimensões de sua identidade como mulher, compositora e uma das figuras mais influentes do rock brasileiro contemporâneo. Em ⚡︎ PITTY ⚡︎, ela assume a criação e a direção geral do projeto, assinando letras, melodias, riffs, coprodução musical e a concepção estética e narrativa. O processo também estabelece uma ponte com a jovem compositora que escrevia sozinha em Salvador antes da explosão de Admirável Chip Novo, em 2003, mas sem transformar esse reencontro em exercício de nostalgia.

A nova fase reforça ainda a permanência singular de Pitty em um gênero historicamente dominado por homens. Ao longo da carreira, a cantora construiu um repertório capaz de atravessar gerações e ultrapassar os limites do próprio rock, mantendo identidade autoral enquanto sua música acompanhava transformações culturais e pessoais. Agora, o disco homônimo parece partir justamente dessa bagagem para buscar outro ponto de partida. Os próximos detalhes do projeto serão apresentados gradualmente até outubro, mas a artista já oferece a síntese que orienta esse novo momento: “Não é volta. É consequência.”

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