Especialista reforça a importância da vacinação, da prevenção e do diagnóstico precoce durante a campanha nacional
As hepatites virais continuam entre os principais desafios da saúde pública no Brasil e no mundo, em grande parte devido à desinformação que ainda cerca a doença. Aproveitando a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites, o infectologista Dr. Bil Randerson Bassetti, da Nina Saúde, esclarece os principais mitos e verdades sobre as infecções e destaca que informação e vacinação são ferramentas fundamentais para reduzir novos casos e evitar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

Segundo o especialista, uma das dúvidas mais frequentes diz respeito à vacinação. Atualmente, apenas as hepatites A e B podem ser prevenidas por meio de vacinas. Já as hepatites C, D e E dependem de outras estratégias de prevenção, como cuidados para evitar contato com sangue contaminado, práticas sexuais seguras, higiene adequada e realização de exames quando houver indicação médica. O médico também reforça que a vacina contra hepatite B protege indiretamente contra a hepatite D, já que esse vírus depende da presença da hepatite B para infectar o organismo.
Outro ponto importante é que as hepatites nem sempre apresentam sintomas. Embora a pele e os olhos amarelados sejam os sinais mais conhecidos da doença, especialmente nas hepatites agudas, as infecções pelos vírus B e C podem evoluir silenciosamente durante anos. Esse comportamento faz com que muitos pacientes descubram a doença apenas em exames de rotina ou quando o fígado já apresenta comprometimento significativo. Além disso, o compartilhamento de copos, pratos e talheres não transmite hepatites B e C, cuja transmissão ocorre principalmente por contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados.
Durante o Julho Amarelo, especialistas reforçam a importância de manter a carteira de vacinação atualizada em todas as fases da vida e de realizar exames sempre que houver fatores de risco ou recomendação médica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, tornando ações de conscientização, ampliação do acesso à vacinação e diagnóstico precoce fundamentais para reduzir a circulação dos vírus e aumentar as chances de tratamento e cura, especialmente nos casos de hepatite C.
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