Black Eyed Peas faz festa nostálgica no Rock in Rio

Grupo enfileira hits, lança música com Papatinho e homenageia Sergio Mendes

Black Eyed Peas no palco do Rock in Rio / @OXIDANY
Black Eyed Peas no palco do Rock in Rio / @OXIDANY

O Black Eyed Peas fez um show alto-astral, levemente caótico, e deixou o Rock in Rio 2026 com cara de festa nostálgica neste domingo. Na última vez que o grupo veio ao festival, em 2019, tentou compensar a saída de Fergie, oficializada em 2017, com vários coelhos da cartola, da tirolesa de Will.I.Am à participação de Anitta. Desta vez, bastaram dois sucessos para inaugurar a festa e fazer o público relevar qualquer ausência.

Logo de cara, “Let’s Get It Started” e “Boom Boom Pow” deram o tom da apresentação. Rolou até a participação do produtor Papatinho, que soltou um “Rap da Felicidade” e anunciou o lançamento de uma nova música, “We Live Up in Here”, com direito a um clipe de IA exibido no telão. Ao longo do show, as dúvidas sobre Fergie voltaram à tona entre a galera, mas o grupo já aprendeu a se virar e reconquistar os fãs saudosos da vocalista.

Ao vivo, o Black Eyed Peas conta com a filipina J. Rey Soul, que cumpre bem as partes femininas de “Don’t Lie” e “Dirty Bit”. Ela sabe que nem todo mundo a conhece e precisou se apresentar. Vale dizer, no entanto, que Soul não é parte oficial do grupo: para todos os efeitos, o Black Eyed Peas é oficialmente um trio, formado por Will.I.Am, Taboo e Apl.de.Ap.

Cada um teve seu momento de brilhar, num segmento que deu uma esfriada no show, exceto pela parte de Will.I.Am. O produtor trouxe seus hits com Justin Bieber (“That Power”) e Britney Spears (“Scream and Shout”) para ostentar. De volta ao seu escalão considerável de sucessos, com Fergie ou J. Rey, dificilmente o grupo encontraria um público desanimado.

O Black Eyed Peas é um fenômeno no Brasil, a ponto de fãs fantasiarem sobre um possível megashow em Copacabana. Esse amor foi recíproco algumas vezes: neste show, Will.I.Am citou Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Curitiba, Brasília e Manaus. Em outro momento, falou de Sergio Mendes, morto em 2024, que ganhou a homenagem que lhe era devida antes de “Mas Que Nada”.

Com uma sequência matadora, que incluiu “Pump It”, “Where Is The Love” e “I Gotta Feeling” para encerrar, foi o show que mais fez o público pular e cantar na noite. Tudo meio farofa, meio anos 2010. As músicas do Black Eyed Peas não são exatamente atemporais, mas fazem a gente voltar no tempo com eles, e o festival terminou com cara de festa nostálgica.

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