Comédia romântica de Alexandre Avancini reúne três gerações de mulheres em uma história sobre amor e identidade
Depois de ser lançado na Itália e conquistar reconhecimento na 18ª edição do Festival de Marateale, o longa-metragem Loucos Amores Líquidos chega aos cinemas brasileiros em 26 de novembro de 2026. Dirigido por Alexandre Avancini, o filme tem no elenco Daíse Amaral, Eriberto Leão, Angela Vieira, Paulo Betti, Marcos Pasquim, Paloma Bernardi, Marina Moschen, além dos atores italianos Edoardo Costa e Giulia Ragazzini. A produção é assinada pela DNA Produções, com roteiro de Aimar Labaki e Clovys Tôrres e colaboração de Renata Dias Gomes.

Antes da estreia nacional, a produção também participou do Festival de Cinema de Ischia, na Itália, onde recebeu uma homenagem pelo protagonismo feminino. A comédia romântica acompanha três gerações de mulheres — avó, mãe e neta — em jornadas de pertencimento, reconstrução e busca pelas próprias raízes. A história tem inspiração nos textos teatrais de Amores Urbanos, projeto idealizado por Daíse Amaral que permaneceu mais de um ano em cartaz e surgiu de reflexões relacionadas à obra de Zygmunt Bauman.
As filmagens aconteceram na região da Basilicata, na Itália, e nas cidades brasileiras de São Paulo, Campinas e Poços de Caldas. A trama reúne elementos como arte, arquitetura, gastronomia, paisagens históricas e música para abordar conflitos familiares, relacionamentos, reencontros e transformações pessoais. Para Daíse Amaral, que também protagoniza o longa, a história tem uma conexão pessoal com sua trajetória. “Esse filme é sobre resgate do amor, da identidade, daquilo que somos quando tudo ao redor parece desabar”, afirma a atriz e produtora, que também relaciona a criação do projeto às experiências vividas durante a pandemia e às perdas enfrentadas naquele período.
Na história, Bárbara, de 45 anos, é uma arquiteta bem-sucedida que enfrenta uma crise existencial e problemas no casamento de 20 anos com Marcelo. Sua mãe, Heliodora, de 70 anos, é uma mulher culta, moderna e bem-humorada que luta contra a solidão, enquanto Júlia, filha de Bárbara, tem 20 anos e está começando a vida adulta. Em busca de uma reconexão com suas origens, Bárbara decide passar uma temporada com a família na região italiana da Basilicata. O que deveria ser uma experiência temporária acaba se transformando em uma aventura de descobertas por meio da cultura dos antepassados e da própria identidade. A produção contou com equipes brasileiras e italianas, mantendo a mesma direção geral, direção de arte, figurino e câmera-base em todas as locações.
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