Crochê artesanal une moda, cultura e identidade brasileira para os dias de jogo da Seleção
A Copa do Mundo movimenta milhões de brasileiros dentro e fora dos estádios. Neste ano, porém, a paixão pelo futebol também impulsiona uma tendência que ganha força nas passarelas e nas redes sociais. Conhecido como Brasil Core, o movimento ressignifica o verde, o amarelo e o azul ao transformar as cores da bandeira em elementos de moda, identidade e expressão cultural. Em vez de aparecer apenas nas tradicionais camisas da Seleção, a paleta nacional passa a compor produções sofisticadas, autorais e conectadas ao artesanato brasileiro. Nesse cenário, o crochê se destaca como protagonista ao unir tradição, criatividade e exclusividade em peças que valorizam o trabalho manual e reforçam a riqueza da cultura nacional.

Essa proposta está no centro da curadoria da Nordesphyna, projeto criativo alagoano localizado no Beco da Rapariga, em Jaraguá, Maceió. Sob direção criativa da designer Gabriella Abuleac, que acumula experiências em marcas internacionais como Stella McCartney e Alexander Wang, a iniciativa reúne marcas independentes e artesãos nordestinos em um espaço dedicado à moda autoral. Além de incentivar a produção regional, a Nordesphyna promove o encontro entre design contemporâneo e técnicas tradicionais. Como resultado, cada coleção preserva a identidade cultural do Nordeste enquanto dialoga com tendências globais. Dessa forma, o consumidor encontra peças exclusivas que carregam história, propósito e forte conexão com suas origens.
Pensando no próximo jogo da Seleção Brasileira, a Nordesphyna reuniu cinco produções da marca Mimani para mostrar como o crochê pode substituir a camiseta esportiva sem perder o clima de torcida. Os looks exploram diferentes combinações de verde, amarelo e azul em vestidos, conjuntos e peças versáteis que transitam entre encontros com amigos, festas, telões públicos e momentos em família. Além disso, o artesanato deixa de ocupar um papel secundário para se tornar o principal elemento estético das produções. Essa valorização acompanha uma mudança importante no comportamento do consumidor, que busca roupas com origem conhecida, produção responsável e identidade própria. Não por acaso, celebridades e influenciadores também passaram a apostar nessa tendência. Recentemente, Virginia Fonseca chamou atenção ao escolher um vestido de crochê durante um jogo da Seleção, reforçando o crescimento desse movimento na moda brasileira.
Mais do que acompanhar uma tendência estética, o Brasil Core representa uma nova forma de consumir e valorizar a produção nacional. Cada peça confeccionada em crochê evidencia o talento de artesãos que preservam técnicas transmitidas entre gerações e fortalecem a economia criativa nordestina. Ao mesmo tempo, o movimento amplia a visibilidade da moda autoral e demonstra que tradição e inovação podem caminhar juntas. Por isso, as produções selecionadas pela Nordesphyna vão além do visual elegante. Elas transformam o ato de vestir as cores do Brasil em uma manifestação de identidade, pertencimento e valorização da cultura local. Assim, torcer pela Seleção também se torna uma maneira de celebrar o trabalho artesanal e reconhecer a diversidade criativa que faz parte da essência do país.
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