Uma detetive em construção no meio de vespas e suspeitos

Cecília investiga crimes e o próprio coração em Itaipaema

Crédito: Divulgação

Cecília sempre sonhou em ser detetive, seguindo os passos do avô, e finalmente chega a sua chance ao receber o primeiro caso: investigar um incêndio suspeito em Itaipaema, uma cidadezinha aparentemente pacata, onde “supostamente crimes nunca acontecem”. O que ela não esperava era começar a investigação já lidando com o maior desafio do início: trabalhar lado a lado do delegado local, que, por acaso, é o próprio avô, um homem que não parece nada satisfeito com a escolha de carreira da neta. A tensão entre linhas de investigação, parentesco e autoridade logo impõe um clima de conflito e autoafirmação para a detetive estreante.

Como se esse desafio já não fosse suficiente, Cecília reencontra Beto, seu amigo de infância, agora um homem de sorriso fácil e presença difícil de ignorar. O problema é que ele pode estar envolvido nos crimes, colocando Cecília em um dilema entre o dever profissional e a lealdade pessoal. O que começa como uma investigação aparentemente simples rapidamente se transforma em algo maior, sombrio e perigoso, com pistas que parecem não levarem a lugar nenhum e uma tessitura de intrigas que vai muito além de um incêndio isolado.

Ao longo da trama, Cecília se depara com enxames de vespas suspeitas, pistas que se desdobram em caminhos inesperados e segredos antigos que começam a retomar forma na cidade. Além de provar seu valor como detetive, ela também precisa lidar com a avó, que insiste em arranjar um casamento para a neta, misturando romance e comédia ao suspense. Essa mescla de atmosferas reforça a tensão entre o desejo de Cecília por independência e a pressão de um ambiente que insiste em enxergá‑la como “nora em potencial” antes de tudo.

A leitura acompanha a protagonista em um processo de amadurecimento, em que ela se vê obrigada a questionar seus próprios julgamentos, incluindo a visão que tem de Beto. O que antes era apenas um menino de infância vai se revelando como um homem complexo, com camadas que Cecília precisa decifrar — tanto como parte da investigação quanto como parte de si mesma. O confronto entre o que ela acredita ver e o que realmente se revela ao longo da história acaba criando um arco de crescimento tanto pessoal quanto profissional.

O romance é assinado por Kézia Garcia, autora mineira que nasceu e vive em uma cidade onde crimes realmente acontecem, o que traz à trama um clima de realidade e tensão local. Em seu currículo de ofícios imaginados, Kézia chegou até a cogitar tentar concurso de perito criminal, mas desistiu ao ver as primeiras fotos de cadáveres — hoje, sua relação com a resolução de crimes acontece estritamente pelos livros. “Cidades pequenas não guardam segredos” é seu primeiro lançamento pela Luzz Editora, marco de estreia de uma voz que combina humor, tensão e afeto em um universo de investigação e pequenas histórias que se revelam grandes.

Literatura é Semana Pop
Siga Luiz Amoasei no Instagram
Conheça a produtora: IdeiaDigital
Siga o Semana Pop no Instagram
Conheça a missão do Semana Pop
Lembrando que todo o conteúdo de artigos produzidos por terceiros, não é de responsabilidade do portal Semana Pop.

Compartilhe :

Deixe seu comentário

Deixe um comentário