SONIKA lança Colateral, que relê cena recifense dos anos 90

Banda pernambucana une frevo, maracatu e rock em disco de memórias

Foto: Daniel Vasconcelos

A banda pernambucana SONIKA apresenta Colateral, álbum que sintetiza sua trajetória desde a formação em 2022, reunindo composições autorais, releituras e faixas inéditas nascidas da circulação por palcos e mudanças na formação. A cena recifense dos anos 1990 serve como referência conceitual e afetiva, relida a partir de uma perspectiva atual que preserva a identidade do grupo. O título evoca os efeitos acumulados da experiência coletiva, entendendo o disco como consequência de encontros, deslocamentos e transformações vividas ao longo do caminho.

Em Colateral, SONIKA articula música nordestina com abordagens contemporâneas: frevo, maracatu, coco e caboclinho dialogam com rock alternativo, indie rock, punk, nu metal e eletrônica. Guitarras, metais, percussões tradicionais e sintetizadores se sobrepõem em contrastes que definem a sonoridade do disco. Produzido em parceria por Léo D (Mundo Livre S/A) e Rafael Giordani no Estúdio Pólvora, em Recife, o álbum marca a consolidação de Edu Nogueira no baixo e Peu Lima na bateria e voz, influenciando diretamente os processos criativos e a estética geral.

O repertório traz participações que ampliam o diálogo entre tradição e cena local: Silvério Pessoa em “Acumulador”, Lucas Silveira e Igor de Carvalho em “Atirador” (releitura de Lula Queiroga), e Fred 04 (Mundo Livre S.A.) na bônus “Candoca”. Percussão de Luca Teixeira e Nilson Freitas, metais de Liudinho Souza, Fabinho Costa e Nilsinho Amarante (Banda Sinfônica do Recife) reforçam as camadas sonoras. Duas faixas bônus completam o disco: “Capricorniana”, releitura de Tagore Suassuna e João Cavalcanti, e “Candoca”, single de 2024 ligado ao bairro de Candeias e ao manguebeat.

O lançamento é acompanhado pelo videoclipe de “Acumulador”, que usa a metáfora do acúmulo material, emocional e simbólico para explorar memória, excesso e identidade, transitando entre o cotidiano e o surreal. Uma série de seis episódios de bastidores, com entrevistas à equipe, amplia o registro do processo criativo. Colateral marca uma nova etapa da SONIKA, com maior definição estética e amadurecimento, reafirmando Recife como centro conceitual e apontando para desdobramentos futuros enraizados na cultura pernambucana.

Ouça: :https://youtu.be/yUvkGDRD5e0

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