Calor, altimetria e aglomeração tornam a prova única e exigente para atletas
A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre reforça por que a prova é considerada única no cenário do atletismo mundial. Realizada sempre no dia 31 de dezembro, no centro de São Paulo, a corrida reúne dezenas de milhares de participantes em um contexto que mistura celebração, tradição e esforço físico extremo, criando desafios que vão muito além da simples quilometragem.

Diferente da maioria das provas de rua, a São Silvestre impõe uma combinação rara de fatores: distância de 15 quilômetros, largada em horário mais tardio e temperaturas elevadas típicas do verão. Essa soma resulta em longos períodos de esforço contínuo, exigindo estratégias mais cuidadosas de ritmo, hidratação e reposição energética, especialmente para corredores amadores.
Outro obstáculo pouco percebido é a altimetria do percurso, marcada por subidas que testam a resistência muscular, além da intensa aglomeração nas ruas estreitas do centro da cidade. A alta concentração de corredores dificulta a respiração, o acesso aos pontos de apoio e aumenta o risco de quedas, sobretudo entre participantes sem preparo adequado ou com vestimentas improvisadas.
Somado a isso, o clima de fim de ano contribui para hábitos menos controlados nos dias que antecedem a prova, como alterações no sono, na alimentação e consumo de álcool. Por isso, especialistas reforçam que respeitar os próprios limites, estar treinado para a distância e adotar estratégias simples de hidratação e controle de ritmo são atitudes fundamentais para cruzar a linha de chegada com saúde e aproveitar plenamente a experiência histórica da São Silvestre.
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