Orquestra Imperial celebra Erasmo Carlos em “Coqueiro Verde”

Versão em gafieira moderna une homenagem, suingue e um reencontro afetivo com o artista

ORQUESTRA IMPERIAL / Mateus Rubim

Com produção musical assinada por Berna Ceppas, Kassin e Felipe Pinaud, e vocais de Moreno Veloso, Thalma de Freitas, Emanuelle Araujo, Matheus VK e Nina Becker, a Orquestra Imperial coloca “Coqueiro Verde” no centro de um novo show que vem circulando pelo Brasil. A canção aparece como um dos momentos mais fortes da apresentação, combinando memória musical e frescor de palco em uma leitura feita para contagiar.

A escolha não é casual: “Coqueiro Verde” carrega peso histórico na música brasileira e, ao mesmo tempo, já fazia parte do repertório do grupo. Na interpretação da Orquestra, o tema ganha ares de gafieira moderna — dançante, sofisticada e direta — sem perder a conexão com a origem da composição, frequentemente apontada como um marco do samba-rock.

O tributo também tem raiz na trajetória compartilhada entre Orquestra Imperial e Erasmo Carlos. Kassin relembra que o grupo tocou com ele no programa Ensaio Geral, do Multishow, ainda nos primeiros passos da Orquestra, e que, desde então, os caminhos permaneceram próximos. O produtor também assina no currículo o álbum “Gigante Gentil”, vencedor do Grammy Latino de 2014 como Melhor Álbum de Rock Brasileiro, reforçando o peso da equipe por trás da gravação.

Berna Ceppas destaca Erasmo como “um gigante rebelde e delicado” e fala do impacto de dividir o palco com o artista em diferentes ocasiões, incluindo um show no Morro da Urca (RJ), em 2004, durante a festa de lançamento da Revista O Globo. Para a Orquestra, levar essa homenagem ao palco e ao estúdio é mais do que revisitar uma música: é reafirmar um vínculo afetivo e artístico com alguém que atravessou gerações e ajudou a moldar a MPB.

A dimensão visual do lançamento também ganha destaque: a capa traz uma pintura do artista plástico Luiz Zerbini. Com humor e precisão, ele brinca com a percepção das cores ao celebrar o “coqueiro verde” — um comentário que amplia o gesto de homenagem e coloca a arte gráfica como parte do mesmo espírito de reverência e invenção.

A gravação ainda marca o retorno da Orquestra Imperial aos lançamentos fonográficos após discos como “Fazendo as Pazes com o Suingue” (2015), “Orquestra Imperial Ao Vivo” (2013) e “Carnaval Só O Ano Que Vem” (2006). A formação reúne um time numeroso e característico: além do núcleo de vozes, estão Rubinho Jacobina, Berna Ceppas, Kassin, Pedro Sá, Felipe Pinaud, Domenico Lancellotti e uma seção de sopros e percussões que sustenta o balanço coletivo — com cara de festa, mas acabamento de estúdio.

Ouça aqui
https://vm.group/coqueiro-verde-nrk-n

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