Novo miniauditório do MON abriga exposição de Dico Kremer

Espaço de 50 lugares no subsolo do Museu Oscar Niemeyer transforma visitantes em protagonistas da narrativa

Crédito: Divulgação

O Museu Oscar Niemeyer (MON) entrega ao público, neste mês de fevereiro, um novo espaço inédito: o miniauditório, com capacidade para 50 lugares, localizado no subsolo do museu, em área reservada e totalmente equipada para receber encontros, debates, palestras e atividades culturais. A infraestrutura do local reforça a proposta de tornar o MON um ambiente de diálogos e ideias, ampliando o alcance do público além da visita às coleções e exposições permanentes.

A inauguração se dá em conjunto com uma exposição de longa duração, que integra o próprio conceito do novo espaço. O miniauditório agora abriga parte da coleção “Gente no MON”, com 20 fotografias de Dico Kremer pertencentes ao acervo do museu. As imagens fazem parte de um projeto que também gerou uma publicação impressa homônima, reforçando o papel do visitante como protagonista do cotidiano do MON. Segundo a diretora‑presidente do museu, Juliana Vosnika, o movimento mostra a importância do público para a instituição: “o miniauditório passa a abrigar a coleção, refletindo como o visitante é essencial para o Museu”.

A coleção “Gente no MON” nasce de mais de 50 anos de trajetória do fotógrafo Dico Kremer, conhecido por registrar pessoas com olhar atento e sensível a reações espontâneas. Entre março de 2016 e novembro de 2019, ele capturou milhares de imagens de visitantes anônimos do MON, criando um acervo de mais de 5 mil registros. Com curadoria de Fernando Bini, foram selecionadas 84 fotos para a exposição física e o catálogo impresso; parte desse material foi doada ao museu e agora pode ser vista no novo miniauditório, ampliando o acesso à documentação visual da experiência do público dentro da instituição.

A presença da coleção no miniauditório transforma o espaço em um ponto de encontro entre histórias individuais e narrativa coletiva. Cada retrato reúne uma história particular: espanto diante de uma obra, conversa entre amigos, contemplação silenciosa, riso compartilhado. Ao mesmo tempo, o conjunto de imagens conta a trajetória de um museu que se consolida como o maior de arte da América Latina, com cerca de 14 mil obras e mais de 35 mil metros quadrados de área construída. A combinação de arquitetura, coleções e registros de pessoas em movimento reforça a ideia de que o MON é também um espaço de vivências, e não apenas de objetos expostos.

A inauguração deste novo espaço amplia o papel do MON como centro cultural de referência, com foco em diálogo, educação e proximidade com o público. Ao integrar a coleção “Gente no MON” ao miniauditório, o museu reforça a dimensão humana do seu funcionamento, mostrando que, além de sediar obras de artistas nacionais e internacionais, de arquitetura e design, ele também se constrói a partir das reações e emoções de quem o visita diariamente.

Fotografia é Semana Pop
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