Mulheres indígenas criam IA Arandu para preservar cultura

Plataforma Círculos Indígenas une sabedoria ancestral com tecnologia ética em 13 estados brasileiros

Crédito: Divulgação

Mulheres de etnias como Pataxó, Guajajara, Terena, Apurinã, Juruna, Wapichana, Bororo e Kaxinawá desenvolvem a IA Arandu (“sabedoria” em tupi-guarani), primeira inteligência artificial indígena do Brasil. Integrada à plataforma Círculos Indígenas da ONG Recode, ferramenta registra saberes ancestrais, organiza conteúdos e traduz línguas indígenas pro português.

Atuando no DF e 12 estados (AC, AM, BA, MA, MS, MT, PA, PB, RO, RR, SC, TO), rede de comunicadoras produz, edita e distribui conteúdos em vídeo, áudio e texto. E-commerce digital comercializa produtos das aldeias, promovendo autonomia econômica com 240 vagas previstas pra 2026 (inscrições abertas pra 3ª turma).

Júlia Tainá (Acre, Manchineri/Pataxó/Tupinambá) celebra: “IA organiza nossas ideias pra contar histórias do nosso jeito, impactando futuro sem perder identidade”. Arandu sugere formatos, analisa engajamento e estrutura falas respeitando direitos coletivos.

Rodrigo Baggio (Recode) destaca: “Reverte barreiras históricas de acesso à tecnologia”. Iniciativa cria acervo digital ético que fortalece vozes periféricas urbanas e rurais, essencial pra criadores que buscam diversidade autêntica em projetos digitais.

As inscrições para a terceira turma, com 160 novas vagas, já estão abertas (clique aqui).

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