Memórias Feitas de Caroá: Mulheres migrantes em arte

Entre memórias, corpos e cantos, celebra-se ancestralidade indígena na cidade

Foto por Kairé

Memórias Feitas de Caroá é uma residência artística que reúne mulheres originárias de povos indígenas do Nordeste em São Paulo, unindo memória, arte e ancestralidade. Sob a orientação da artista Júlia Maynã, da etnia Xukuru-Kariri, o projeto propõe encontros que conectam saberes tradicionais com a vida urbana, valorizando as irmãs que migraram. A mostra final é gratuita e acontece entre 30 de novembro e 21 de dezembro de 2025, reunindo pesquisa, criação e performance.

Historicamente, o deslocamento do Nordeste para o Sudeste foi usado como estratégia de apagamento cultural. Mesmo longe de seus territórios, as mulheres mantêm práticas vivas — panelas, cantos, rezas, pinturas e danças — fortalecendo redes de memória e resistência. O projeto celebra essas continuidades, mostrando como as migrações moldam identidades e formas de expressão.

Os desdobramentos ocorrem em quatro espaços: Aldeia Multiétnica Filhos da Terra (Guarulhos), Estúdio Mawaca (SP), Museu das Culturas Indígenas (SP) e Aldeia Yvy Porã (Guarani Mbya, Jaraguá). As sessões — com apresentações e rodas de conversa — podem ser acompanhadas entre 15h e 17h, ampliando o diálogo entre artes, saberes e comunidades.

Entre as artistas residentes estão Yndyan Fulkaxo, Michele Saints, Upya Pankararu, Txayane Fulni-ô, Laís Santos e Simone Pankararu. A orientação é de Júlia Maynã, com coordenação de comunicação de Ypituna Pankararu. O conjunto recebe apoio de Espaço Pankararu e de instituições públicas, como o Ministério da Cultura e a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, via CULTSP.

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