Nova fase da cantora explora redes sociais, IA e beleza em clima sombrio e simbólico

Melanie Martinez lança nesta sexta‑feira (27) seu quarto álbum de estúdio, HADES, um projeto de 18 faixas que mergulha em questões atuais e na experiência da vida contemporânea. A cantora falou sobre o processo de criação do disco nos podcasts “And the Writer Is…”, de Ross Golan, e “Unfamous”, de Justin Tranter, em diálogo com o compositor e produtor CJ Baran, seu colaborador de longa data, detalhando as estratégias de escrita, os temas abordados e o conceito de mundo alternativo que comanda o álbum.
No dia 8 de abril, o lançamento ganha um desdobramento especial com uma noite exclusiva no Clive Davis Theater, no GRAMMY Museum, em Los Angeles. O espaço intimista, com capacidade para cerca de 200 pessoas, recebe uma conversa detalhada sobre o processo criativo de Melanie, seguida de uma apresentação ao vivo em formato pocket, preparada exclusivamente para o evento, dando aos fãs uma visão quase documental de como HADES se construiu em estúdio. Essa combinação de discurso e performance reforça a imagem de álbum reflexivo, pensado como narrativa de resistência afetiva dentro de um cenário social marcado por caos e pressão visual.
O single principal, Possession — seu primeiro lançamento em três anos —, chegou com impacto nas plataformas digitais: registrou 2,7 milhões de streams no Spotify nas primeiras 24 horas e já superou 33 milhões de streams globais, com 12,5 milhões só nos Estados Unidos. O segundo single, Disney Princess, segue em ascensão, acumulando 11,1 milhões de streams em todo o mundo, sendo 4,1 milhões nas paradas americanas. Melanie usa essas músicas como chaves de leitura: em Possession, retrata a possessividade emocional e os labirintos de relacionamentos modernos; em Disney Princess, dispara comentários sobre estereótipos de gênero, infância e fantasia midiática.
Em relação ao conceito mais amplo do disco, a própria cantora salienta: “Uncanny Valley” foi a última faixa escrita para HADES e funciona como sintoma central da sonoridade. “A canção fala sobre como as redes sociais e a inteligência artificial distorceram nossa relação com a beleza, nos fazendo comparar constantemente com rostos editados, remodelando nossa aparência apenas para nos sentirmos desejáveis, precisando de filtros para nos sentirmos normais”, explica. Ao elaborar o projeto, Melanie percebeu que começou escrevendo o que acreditava ser uma distopia futurista, mas, na verdade, estava apenas registrando “o mundo em que já vivemos”. Para ela, HADES é “um espelho rachado”: há raiva e desencanto, mas também recusa em se anestesiar, um chamado para sentir, enxergar com clareza e perguntar se ainda é possível criar algo belo a partir do caos já existente.
Ouça o álbum completo aqui.
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