Jozias Benedicto encontra nova voz após os 60 anos

Romance em três vozes entrelaça memória, tempo e segredos

Divulgação

Jozias Benedicto, artista visual e escritor maranhense, descobre após os 60 anos um novo caminho de criação. Seu romance As vontades do vento junta realismo fantástico e memória para explorar tempo, família e reconstrução. A narrativa mergulha em perdas e reencontros, usando uma perspectiva multivocal que amplia o campo do que pode ser contado pela ficção. A obra é finalista do Prêmio LeYa Portugal de Literatura 2024.

Jozias nasceu em São Luís, mudou-se aos 15 para o Rio de Janeiro e hoje divide seu tempo entre Brasil e Lisboa. Depois dos 60, ele publicou nove livros e acumulou prêmios como o de Literatura do Governo de Minas Gerais, da Fundação Cultural do Maranhão e do Pará. Sua trajetória ilustra uma geração de criadores que revelam a maturidade como espaço de experimentação.

Na prosa de Benedicto, a vida, a morte e o tempo dialogam por meio de vozes que atravessam gerações. O romance divide-se em três partes — O Interior, A Travessia e A Capital —, com 49 capítulos em primeira pessoa por diferentes personagens. No eixo central estão o pai mascate, a mãe e os três filhos, além de Mocinha e Elisa, cujas presenças revelam segredos de igreja, prostituição e herança escravocrata.

Entre as referências, o autor afirma que não quis escrever ensaio ou ficção apenas realista; o caminho foi pela imaginação e pela fantasia. O processo criativo também acolheu perdas pessoais, como a morte da mãe, e o livro reforça a ideia de que as vozes que se cruzam e as memórias que se desfazem sustentam a experiência do leitor.

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