Exposição em São Paulo investiga trabalho e paisagens urbanas
A Casa de Cultura do Parque apresenta, de 28 de março a 28 de junho de 2026, a exposição “Calendário”, individual de Felipe Rezende que integra o I Ciclo Expositivo da instituição. Instalada no Projeto 280X1020, a mostra tem curadoria de Claudio Cretti e texto crítico de Guilherme Teixeira, reunindo trabalhos que investigam as relações entre arte, paisagem urbana e o universo do trabalho.

Natural de Salvador, o artista constrói sua pesquisa a partir da técnica do patchwork, tradicionalmente utilizada no reparo de lonas de caminhão desgastadas pelo tempo, sujeira e poluição das estradas. Esse procedimento é deslocado para um outdoor de seis metros de comprimento, criando um contraste entre o fazer manual e a escala monumental da publicidade urbana. A obra propõe uma reflexão sensível sobre a representação da realidade operária e as narrativas visuais que emergem do cotidiano laboral.
A investigação parte da observação direta de cenários de trabalho improvisados às margens de rodovias e postos de gasolina, espaços marcados pela transitoriedade, mas também por vestígios persistentes de presença humana. Ao transportar essas referências para o ambiente institucional, Rezende ressignifica não apenas os materiais, mas também o próprio suporte expositivo. O outdoor, geralmente associado ao consumo e à propaganda, torna-se um campo de silêncio e contemplação.
Localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, em São Paulo, a instituição reafirma sua proposta de aproximar o público de discussões contemporâneas por meio da arte. Com entrada gratuita, a programação do ciclo amplia o diálogo entre realidade e ficção e destaca produções que exploram memória, território e experiências sociais a partir de diferentes linguagens visuais.
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