Filme com Caleb Landry Jones e Christoph Waltz transforma vampiro em galã apaixonado

Luc Besson revisita Drácula com abordagem romântica que prioriza paixão sobre terror, centrada na saga de amor eterno do Conde pela princesa Elisabeta. O filme abre em 1480 com sexo selvagem e batalha medieval, saltando para Paris 1889 onde vampiro reencontra amada reencarnada como Mina.
Caleb Landry Jones interpreta Drácula com sinceridade total, navegando figurinos exagerados – de armadura a camisas bufantes – e cenários delirantes com freiras taradas, gárgulas em CGI e aristocratas dançantes. Christoph Waltz surge snark como caçador de vampiros do Vaticano, enfrentando Matilda de Angelis como sedutora internada.
A narrativa rejeita fidelidade a Stoker, focando obsessão amorosa do Príncipe Vlad com perfume afrodisíaco que inebria mulheres. Besson – de Nikita a Taken – abraça romantismo exacerbado típico, misturando queijo francês, efeitos datados e pouca violência para história de amor sobrenatural.
Crítica aponta tom bobo mas original, comparando ao swoon de Del Toro em Frankenstein e ecos do Drácula de Coppola (1992). Jones carrega pot-pourri de ideias com estilo vistoso, mas filme dificilmente ganha culto duradouro apesar da ousadia do diretor aos 66 anos.
Lançado na França em julho 2025 com desempenho modesto (dobrou bilheteria na Rússia), o longa pouco deve morder no mercado americano. Ainda assim, mostra Besson pensando fora do caixão em mass entertainment peculiar.
Fonte: THR
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