Filme de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar conclui Trilogia do Afeto em Harbor

Após estrear mundialmente no Festival de San Sebastian e circular pela Mostra SP e Festival do Rio, “DOLORES” desembarca no prestigiado Festival de Roterdã (IFFR, 29 de janeiro a 8 de fevereiro). Dirigido por Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, o longa protagonizado por Carla Ribas ocupa a seção Harbor, dedicada a produções autorais contemporâneas.
O roteiro, finalizado pela dupla após a morte de Chico Teixeira em 2019, conclui sua Trilogia do Afeto — iniciada com “A Casa de Alice” (2007) e “Ausência” (2014). Produzido por Dezenove Som e Imagens com apoio da Spcine e Projeto Paradiso, o filme tem Naruna Costa e Ariane Aparecida como filha e neta da protagonista.
Dolores (Ribas), aos 65 anos, tem premonição de abrir um cassino, mas seu passado viciado em jogos tensiona laços familiares. Deborah (Costa) espera namorado sair da prisão, enquanto Duda (Aparecida) sonha com os EUA. Três gerações femininas navegam afeto agridoce, sonhos frustrados e sobrevivência cotidiana.
“Olhares, corpos e pequenas ações constroem personagens movidos por intuições, sem eventos grandiosos”, explicam os diretores. A trama explora redes de solidariedade feminina que se criam e rompem, refletindo transformações políticas brasileiras através de rancores, carências e paixões.
A linguagem humana privilegia cotidiano íntimo sobre espetáculo, revelando fragilidade dos vínculos afetivos ante demandas urgentes. “DOLORES” aposta tudo ou nada na realização dos sonhos, articulando amor, conveniência e intuição em retrato sensível de família periférica.
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