Thriller policial francês de Cannes em 16 de abril com boas críticas e audiência
O thriller policial francês Caso 137 (Dossier 137), dirigido por Dominik Moll, chega aos cinemas brasileiros em 16 de abril de 2026 pela Autoral Filmes. O filme teve sua estreia mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro, e no recente Prêmio César — o equivalente francês do Oscar — recebeu oito indicações, com Léa Drucker vencendo na categoria de melhor atriz.
A trama segue Stéphanie, uma policial da Corregedoria (divisão de Assuntos Internos) designada para investigar um caso de um jovem gravemente ferido durante uma manifestação tensa em Paris. Embora não encontre evidências de violência policial irregular, o caso toma um rumo pessoal quando descobre que a vítima é de sua cidade natal, transformando a investigação técnica em uma obsessão emocional. O filme compõe um retrato de tensão e conflito de lealdades, explorando como alguém lida com a posição desconfortável de investigar colegas que frequentemente não fazem segredo de sua animosidade e desprezo. Na França, Dossier 137 registrou mais de 750 mil ingressos vendidos, consolidando seu sucesso de público.
Léa Drucker, que é uma das maiores atrizes francesas contemporâneas, destaca que sua impressão inicial ao ler o roteiro foi de uma “investigação cativante, muito precisa e técnica”, que se transforma em obsessão, mas o que realmente a tocou foi a jornada emocional de Stéphanie, especialmente o contraste entre seu rigor extremo e sua profunda humanidade. Esse é o segundo César da atriz; o primeiro foi por Custódia (2015), de Xavier Legrand. Para Drucker, ambos os papéis compartilham uma qualidade rara: personagens que exalam humanidade em situações de crise e inquietação, levantando questões importantes sobre a sociedade sem cair no moralismo. Domink Moll, diretor premiado de Harry Chegou para Ajudar, trabalhou no roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand, desenvolvendo uma reflexão profunda sobre o posicionamento ético de investigadores que trabalham dentro do sistema que simultaneamente criticam.
A recepção crítica foi amplamente positiva. O The Hollywood Reporter elogia a “precisão de corte a laser” de Moll, destacando que o filme levanta questões para as quais não há respostas fáceis. A Variety destaca a atuação de Léa como “soberba” e define o longa como “impactante e eficaz”. Já o site Collider classifica Caso 137 como “uma versão francesa emocionante e realista” da série The Wire, reforçando seu potencial como thriller crítico que mistura gênero e reflexão social.
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