DJ e produtora mistura disco, house e brasilidade na estreia no palco Perry’s by Fiat
A DJ e produtora Camila Jun, nascida e criada em Brasília, prepara uma estreia especial no Lollapalooza Brasil 2026. Ela será a responsável por abrir o Palco Eletrônico (Perry’s by Fiat) na sexta‑feira, dia 20 de março, em São Paulo, numa apresentação que promete misturar referências de disco music dos anos 70, house clássica e toques de brasilidade em sons feitos para pista. A artista conta que cresceu em uma família muito apaixonada por música, com forte influência de disco americana e da música brasileira, o que moldou uma base sonora eclética, entre clássicos antigos e novidades da cena eletrônica contemporânea.
Camila explica que, antes mesmo de se apaixonar pela discotecagem, sempre foi uma ouvinte ávida e curiosa, acostumada a pesquisar e escutar diferentes gêneros, do techno ao dreaming beats, passando por breakbeat, tudo o que envolve a música eletrônica. Mesmo assim, seu caminho acabou se aproximando mais da house music desde cedo, especialmente a linha de house e disco house, com repertório mais clássico e influenciado por artistas anteriores. A flexibilidade nas referências se reflete na maneira como ela produz e toca: ao invés de seguir um estilo rígido e linear, Camila se considera mais fluida, trazendo à frente o que sente em cada momento, sem se prender a rótulos.
Na construção das produções, a artista destaca que sempre busca incluir um ponto de brasilidade, seja via bateria, tambor, percussão ou até samples reconhecíveis que evocam o imaginário brasileiro, mas sem recorrer ao clichê. De acordo com ela, o objetivo é criar uma sonoridade que puxe para o lado latino e brasileiro, sem cair em lugares comuns, justamente para manter a identidade própria e não apenas repetir fórmulas repetidas pela indústria. Esse exercício de preservar a “brasilidade com cuidado” faz parte da sua forma de pensar a cultura pop em diálogo com o clube e com a pista global.
Camila também fala sobre os desafios enfrentados como mulher na música eletrônica, reconhecendo a força de avanços recentes, mas também a persistência do machismo em diferentes instâncias profissionais. Segundo ela, as oportunidades muitas vezes ainda são menores para mulheres, o que exige “cavar” mais espaço, pleitear presença e chegar preparada a cada chance que surge. A DJ afirma que duas formas de encarar isso são: estar sempre muito bem preparada e buscar oportunidades por conta própria, não esperando apenas que elas cheguem. Esse compromisso com a preparação serve não só como resposta a uma lógica desigual, mas como consequência de um amor profundo pela discotecagem, que ela considera uma responsabilidade maravilhosa e uma forma de honrar a cultura clubber.
A preparação para o Lollapalooza, para Camila, é fruto de uma trajetória de sete a oito anos de carreira, em que ela passou por palcos pequenos, médios e grandes, inclusive integrando a história da Tônica, celebração regular de música eletrônica em Brasília, que hoje vive uma nova geração criativa na cidade. A artista reforça a importância de seguir passo a passo, celebrando cada etapa, desde aberturas em festivais icônicos até o objetivo de chegar ao line‑up de pico. Para o set de sexta‑feira, ela anuncia que está trabalhando algo especial para o Lolla, com novas tracks e uma experiência pensada para o momento, combinando inéditas para o festival e um clima de celebração com a energia característica do público brasileiro.
Camila Jun convida todo o público a encarar o festival como uma troca: “Já estive tantas vezes no Lolla como público, consumindo o palco eletrônico, e agora vou lá justamente para oferecer a mesma energia de troca, de conexão visceral que a música eletrônica provoca”. A apresentação dela marca ainda a força de Brasília como celeiro de artistas em diferentes áreas — música, cinema, design, pintura — e reflete a vitalidade de uma geração que começou a se consolidar em torno de festas e selos locais.
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