Andrea Ferrer inaugura nova fase com o single “Fonte Viva”

Bailarina e cantora une poesia, voz e linhagem musical para construir uma MPB de câmara contemplativa e íntima

Divulgação

Existe um momento em que a palavra escrita cansa do papel e pede fôlego. Para Andrea Ferrer, esse instante se chama “Fonte Viva”, single que chegou às plataformas digitais no dia 20 de fevereiro de 2026 e nasceu anos atrás como uma poesia confessional sobre um amor que não cobra e não se deixa moldar pelo tempo. A canção ganha agora melodia e arranjo, transformando‑se em um manifesto de leveza e despreocupação no meio do caos emocional e contemporâneo, um convite à pausa e à contemplação.

Nascida em Salvador e radicada no Rio de Janeiro, Andrea traz na voz o equilíbrio entre o sol baiano e a sofisticação da canção carioca. Em parceria com a irmã, Daniella Firpo, ela lapida uma melodia que respeita o tempo da emoção: “Fonte Viva” não corre, flui como água. O arranjo artesanal, assinado pelo maestro e pianista Roger Henri, une piano, violão e um desenho de cordas delicado, criando um cenário em que a letra, simultaneamente selvagem e plena, ocupa o centro da cena. Nada é exagerado; tudo é pensado como se a canção soubesse exatamente onde respirar.

A interpretação de Andrea é marcada por sua trajetória plural. Como atriz e bailarina, ela entende que cantar é antes de tudo um ato de presença, de corpo e de olhar. Essa consciência aproxima seu trabalho da força poética de Maria Bethânia e do refinamento estético de Marisa Monte, mas Andrea imprime uma assinatura própria, formada por uma infância cercada de óperaacordeonJoão Gilberto e Caetano Veloso. Ao cantar, não se parece com um tributo à música brasileira, mas com uma continuação orgânica dessa tradição, em que o clássico e o popular caminham lado a lado.

Olhando para frente, “Fonte Viva” funciona como a primeira página de um novo diário de bordo de Andrea Ferrer. Enquanto prepara os próximos passos da carreira, ela oferece ao público um respiro necessário, uma canção feita para quem ainda acredita que o amor, quando é fonte, nunca seca; ele apenas transborda. Em meio a tantas agitações, a artista faz arte como forma de calmaria, devolvendo à música a função de abraço sonoro, silêncio pensante e afeto em movimento.

Escute “Fonte Viva” no Spotify 

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