Seyfried brilha no jogo de poder; Feig segura o exagero e mas alonga demais a história
“A Empregada”, aposta no retorno aos thrillers “lixo de luxo” dos anos 1990, com reviravoltas em série e um humor venenoso que flerta com o exagero sem se entregar totalmente a ele. A crítica observa que o filme é divertido como entretenimento de temporada, mas que poderia ser ainda mais delicioso se abraçasse de vez o lado exagerado e a comédia anárquica que o próprio material sugere.
A trama começa quando Millie (Sydney Sweeney), jovem em situação precária e com passado problemático, aceita um emprego como empregada residente na mansão da família Winchester. Nina (Amanda Seyfried), a patroa rica e carismática na superfície, vai revelando um comportamento cada vez mais instável e controlador, transformando a rotina doméstica em um campo de humilhações e ameaça constante — com a tensão reforçada pelo clima gelado da casa e pela presença da filha pequena do casal.
No entorno desse duelo, o filme arma seu triângulo de poder com Andrew (Brandon Sklenar), o marido “bonito demais para ser só isso”, e com a sogra vivida por Elizabeth Perkins, uma figura quase monstruosa no melhor estilo dos thrillers do período. A avaliação destaca Seyfried como motor do filme, alternando doçura e fúria com precisão cômica, enquanto aponta que Sweeney começa mais apagada, mas ganha espaço conforme o roteiro enlouquece e as posições de vítima e predador passam a trocar de mãos mais de uma vez.
Sem entrar em spoilers, ninguém nesse jogo é exatamente o que parece e que o filme escala para níveis de violência e loucura, incorporando aos poucos elementos contemporâneos ao pacote noventista. Ainda assim, sente falta de mais “maldade” e de um suspense mais afiado, além de apontar que a duração pesa e que cerca de 20 minutos a menos fariam bem ao ritmo — mesmo com o elenco segurando a experiência até o fim.
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