Cia Forè celebra ancestralidade negra na dança paulistana

“CABAÇAS: Memórias Umzimba” ganha APCA e mira expansão em 2026

Foto: Inspiração Seis

A Cia Forè, fundada em 2023 por Ton Moura, consolida-se como potência da dança afro-contemporânea em SP ao investigar memórias ancestrais em corpos negros periféricos. Composta por Miguel Menezzes, Nayla Delfino, Thaise Reis, Jhefferson Gomes, Erick Malccon, Kidauane Regina, Rafa Araújo e Acauã Soli — todos com formação multidisciplinar em dança, teatro e circo —, o grupo transforma o corpo em arquivo vivo de resistência e poesia política.

Primeiro espetáculo, CABAÇAS: Memórias Umzimba (VAI 1 2024, estreia maio/2025), usa o conceito Xhosa Umzimba (corpo físico/espiritual comunitário) para narrar jovem que ativa forças sagradas via cabaças simbólicas. Indicado ao Prêmio APCA (técnica) e apresentado no Sesc 24 de Maio, o trabalho ocupa espaços historicamente brancos com poética das quebradas.

Ton Moura define: “Corpos negros como arquivos vivos acessam histórias silenciadas. Forè (preto em Sussu) conta o lado bonito, abundante em danças ancestrais”. O grupo projeta 2026 com circulação nacional de CABAÇAS, novos projetos via VAI 2/SESI e rede de dança preta contemporânea.

A abordagem alia tradição ritualística afro-brasileira ao urbano, combatendo racismo via afirmação identitária.

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