“Português sem censura” analisa palavrões como fenômeno

Livro da Editora Contexto mostra que xingamentos vão além do choque e do ofensivo

Divulgação

Lançado no dia 29 de abril pela Editora Contexto, Português sem censura propõe uma análise linguística rigorosa e bem-humorada sobre os palavrões e seu papel na comunicação humana. A obra é assinada pelos professores Renato Miguel Basso, do Departamento de Letras da UFSCar, e Luisandro Mendes de Souza, do Departamento de Letras e Linguística da UFPR, e parte de uma premissa provocadora: falar palavrão é algo constitutivo da natureza humana, presente nas línguas do mundo inteiro.

Longe de condenar ou celebrar o uso dessas expressões, os autores mostram que os palavrões desempenham funções linguísticas e sociais complexas. Na análise apresentada no livro, essas palavras contribuem para o fortalecimento de vínculos sociais, a intensificação de significados, o alívio de tensões e até a manifestação de afetividade — funções que raramente são discutidas fora do ambiente acadêmico, mas que fazem parte do cotidiano de qualquer falante.

Um dos pontos centrais da obra é mostrar que, com o tempo, muitos palavrões deixam de ser apenas tabus e passam a integrar a própria gramática da língua, ganhando novos usos e significados. “A ideia do livro surgiu devido à frequência de uso e de estruturas com palavrões e também para mostrar como as ferramentas científicas de análise linguística podem revelar que o funcionamento dos palavrões é muito mais rico do que apenas condená-los”, explicam Basso e Souza. A proposta é acessível ao público geral, tornando a linguística um campo convidativo mesmo para quem está fora da academia.

Com 160 páginas, a publicação “Português sem censura” pode ser adquirida, em formato físico, no site da editora Contexto.

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