Outono e ar seco afetam saúde respiratória

Baixa umidade intensifica alergias e irritações nas vias aéreas

Com a chegada do outono, além das temperaturas mais amenas, outro fator passa a impactar diretamente a saúde: a queda da umidade do ar. Esse cenário afeta principalmente o nariz e a garganta, que funcionam como a primeira barreira de proteção do sistema respiratório. Segundo a otorrinolaringologista Anike Nascimbem, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, a combinação de clima seco, temperaturas mais baixas e maior permanência em ambientes fechados favorece o aumento das queixas respiratórias.

Crédito: Divulgação

Quando o ar está seco, as mucosas nasais e da garganta ficam mais ressecadas, comprometendo um dos principais mecanismos de defesa do organismo. O muco, responsável por reter impurezas e micro-organismos, se torna mais espesso, dificultando sua eliminação. Com isso, aumenta o risco de acúmulo de secreções e proliferação de vírus e bactérias, o que pode levar a infecções respiratórias e agravar quadros alérgicos.

Alguns grupos sentem ainda mais os efeitos desse período, como crianças, idosos e pessoas com condições como rinite alérgica e asma. Entre os sintomas mais comuns estão espirros frequentes, tosse seca, coceira no nariz e nos olhos, congestão nasal e irritação na garganta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de rinite, condição que tende a piorar em períodos de baixa umidade.

Outro fator que contribui para o aumento dos problemas respiratórios é o hábito de permanecer em ambientes fechados durante dias mais frios. Locais com pouca ventilação favorecem a circulação de vírus e a concentração de poeira, ácaros e poluentes, agravando sintomas e aumentando a transmissão de doenças como gripes e resfriados.

Para minimizar os impactos do clima seco, medidas simples podem fazer diferença no dia a dia. Manter a hidratação, realizar lavagem nasal com soro fisiológico, umidificar os ambientes e garantir boa ventilação são práticas recomendadas. Caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, a avaliação médica é essencial para identificar possíveis infecções ou condições que exigem tratamento específico.

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