FaZe mantém time campeão, mas cenário sul‑americano sofre grandes mudanças

A temporada competitiva profissional de Rainbow Six Siege começa no dia 31 de março, com o Kickoff que dá largada à South America League 2026, e o cenário brasileiro chega à nova fase com reformulações profundas nos principais elencos. Das 10 equipes que disputam o Tier 1 da região, apenas a FaZe Clan mantém o mesmo time, formação que venceu os últimos dois Six Invitational consecutivos, em 2025 e em 2026, com nomes como Cyber, Handyy e Vitaking, consolidando o domínio brasileiro no palco mundial. As demais organizações, por outro lado, embarcaram em reestruturações que prometem revitalizar rivalidades e mudar o ritmo do FPS sul‑americano.
INTZ e Imperial, que garantiram vaga no Tier 1 ao vencerem a Challenger Series, já montaram suas linhas e entram na disputa com maior entrosamento, enquanto Black Dragons, Fluxo W7M, LOUD e Ninjas in Pyjamas partiram para o mercado em busca de “sangue novo” e papel mais competitivo na nova temporada. A mudança mais comentada, porém, é a formação da Team Liquid Alienware, que busca retornar aos pódios após um jejum de títulos. Para isso, a Cavalaria preservou apenas Gabriel Maia, integrando a quase totalidade do elenco que conquistou o RELOAD 2025, no Rio, e o Six Invitational 2024, em São Paulo, vindo da FURIA, mantendo apenas HerdsZ na Pantera.
A própria FURIA e a LOS também reforçaram seus elencos, trazendo de volta brasileiros que atuavam em ligas de outras regiões, como Loira, que deixa a G2 Esports da Europa, e Dash, ex‑Wildcard Gaming da América do Norte. Essas ações de repatriação combinadas com a montagem de novas cores evidenciam um movimento de reposicionamento estratégico, com foco em retorno ao cenário internacional e recuperação de protagonismo após temporadas menos brilhantes. O Kickoff, que acontece de 31 de março a 11 de abril, servirá como primeiro teste para esses novos times e determinará quatro vagas para o BLAST R6 Major em Salt Lake City, nos Estados Unidos, tornando o início da temporada extremamente decisivo.
Analistas da transmissão da SAL, como GaB e Ique, avaliam que a maioria das equipes optou por linhas de frente mais agressivas, o que deve elevar ainda mais o teor de FPS bruto nas partidas sul‑americanas. Para eles, o volume e o impacto dessas mudanças não têm precedentes no cenário local, com combinações incomuns, jogadores voltando de outros continentes, novos rostos nos vetos e históricas rivalidades prontas para serem reaquecidas. Com isso, o cenário encara a segunda década competitiva de Rainbow Six Siege com a expectativa de que este primeiro ano esportivo será, na prática, um dos mais instigantes e imprevisíveis de toda a história do jogo no Brasil.
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