Shows internacionais, estreias no Brasil e 285 mil pessoas marcam edição marcante em Interlagos

Chegou ao fim uma edição histórica do Lollapalooza Brasil 2026. O ano será lembrado por um line-up potente e números que impressionam: 285 mil pessoas passaram pelo Autódromo de Interlagos ao longo dos três dias, sendo 52% delas de fora do Estado de São Paulo. A programação contou com mais de 70 nomes, entre eles 34 artistas internacionais que se apresentaram exclusivamente no festival ou em sideshows, 15 atrações estreando no Brasil (sendo seis delas dos 15 artistas mais pedidos pelo público) e headliners no auge de suas carreiras, com forte presença de nomes nacionais que extrapolaram o eixo Rio‑São Paulo.
A curadoria consistente não passou despercebida: 56% dos ingressos vendidos foram na modalidade Pass, garantindo acesso aos três dias do evento, o que reforça não só o apelo do line‑up, mas também a tendência de público “rodear” o festival como experiência total, em vez de pontual.
Último dia marcado por estreias e momentos icônicos
O domingo, encerrando a 13ª edição, teve três momentos de peso absoluto: a primeira apresentação solo de Tyler, The Creator no Brasil, no Palco Budweiser; as coreografias precisas do Katseye, também em estreia solo no país; e o retorno de Lorde ao Brasil, em set emocionante e enorme participação de público. Além disso, Djo atraiu multidão com o sucesso de “End of Beginning”, e o hardcore dançante do Turnstile fechou a sequência do Palco Budweiser com energia altíssima.
Tyler, The Creator dominou o Palco Budweiser com um repertório que misturou rap dançante, jazz e soul, trazendo desde faixas de “St. Chroma” e “Rah Tah Tah”, passando por clássicos como “EARFQUAKE” e “ARE WE STILL FRIENDS?”. O público foi mantido atento do início ao fim, com forte produção visual, energia contagiante e presença de palco marcante, consolidando o set como um dos principais destaques da edição.
Antes de Tyler, Papisa abriu o Budweiser com faixas de “Fenda” e do mais recente “Amor Délrio”, seguida pelo Mundo Livre S/A, um dos precursores do manguebeat, que cantou sucessos das quatro décadas de carreira. Djo reforçou a popularidade crescente com um show quase perfeito, alternando entre melanconia e energia, enquanto o Turnstile fechou a sequência com a intensidade típica do hardcore, com faixas como “T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION)” e “BLACKOUT”, e o vocalista Brendan Yates se jogando no público no clímax da apresentação.
No Palco Samsung Galaxy, Lorde encerrou a programação com um show que percorreu diferentes fases de sua carreira, desde o sucesso juvenil de “Royals” até os climas mais introspectivos de “Liability”, em que o público iluminou o gramado com lanternas de celular, criando um dos momentos mais emocionantes da noite. A artista aproveitou o palco para falar sobre união e empatia, reforçando a importância de encontros coletivos como o do Lollapalooza.
No Palco Budweiser, a madrugada foi marcada por dois universos eletrônicos distintos: ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U trouxe um set “punk” e caótico, com mixagens rápidas e grande intensidade, enquanto Peggy Gou fechou a edição do Perry’s by Fiat com house e techno melódico, transformando a pista em uma grande sessão de swing coletivo até os últimos momentos do festival.
Encerramento e projeção para 2027
O Ingresso LollaLovers já está confirmado para 2027, com vendas iniciando em 24 de março, inicialmente exclusiva para clientes Bradesco (pessoas físicas, titular e adicional, carteiras next, Bradescard e Digio). O benefício inclui acesso aos três dias (Lolla Pass), parcelamento em até 12 vezes sem juros, isenção da taxa de conveniência, entrada preferencial no autódromo e outros privilégios exclusivos, consolidando o formato como uma espécie de “assinatura” para os fãs mais apaixonados, que já se preparam para a próxima edição mesmo antes do line-up ser confirmado.
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