Anahí Borges dirige longa sensível sobre idade e imaginação, com elenco estrelado

Nesta quinta‑feira, 26 de fevereiro, estreia nos cinemas o longa‑metragem “É Tempo de Amoras”, dirigido pela cineasta Anahí Borges, com produção da Aranhas Films e distribuição da ELO STUDIOS. O filme, inspirado em memórias afetivas da adolescência e juventude da diretora nas andanças pelo bairro do Horto Florestal, em São Paulo, e em visitas ao Abrigo dos Velhinhos Frederico Ozanam, acompanha a história de Pasqualina (Rosamaria Murtinho), uma mulher de 91 anos que vive em uma casa de repouso e sonha em reencontrar um antigo amor do passado. O longa se insere em um movimento de olhar sensível sobre envelhecimento, memória e a possibilidade de reinvenção da família.
Em um gesto de coragem e inquietação, Pasqualina foge do local onde vive e, nessa jornada inesperada, conhece Petrolina, ou Pety (Analu Reis), uma menina de 8 anos criativa, sonhadora e que sente falta de ter uma avó. Do encontro entre as duas nasce um laço genuíno de afeto, capaz de transformar profundamente suas vidas. O filme tece uma relação de cuidado mútuo em que pasqualina encontra sentido e destino, enquanto Pety reconhece na mulher uma figura de referência afetiva que faltava em seu cotidiano. O elo é tão potente que, em um misto de inocência e coragem, a menina tenta adotar Pasqualina, construindo um arranjo familiar improvisado, repleto de simbolismo geracional e sensibilidade.
A personagem Pety já havia protagonizado outros trabalhos de Anahí Borges, como os curtas “Pety Pode Tudo”, “As Aventuras de Pety” e “No Tempo das Formigas”, formando um universo narrativo recorrente sobre infância, imaginação e empatia. Em “É Tempo de Amoras”, essa linhagem é ampliada para o formato de longa, mantendo o olhar leve e sensível sobre o imaginário infantil, mas agora em diálogo direto com a experiência de uma mulher mais velha. O gesto de fugir e seguir em direção a um amor do passado vira, simultaneamente, uma fuga da rutina institucional e uma busca por algo que o presente não consegue oferecer – o que reforça o tema do desejo, central na proposta de Anahí.
Vencedor do prêmio de Melhor Filme no Made by Woman Independent Film Festival (Áustria), Melhor Filme Estrangeiro no LA Femme International Film Festival (EUA) e Melhor Diretora Estreante em Longa‑Metragem no Istambul Women Film Festival, o filme já circula com destaque no circuito internacional dedicado à realização feminina. O elenco, que reforça o tom de cuidado e humanidade, conta com Antonio Pitanga, Zezé Motta, Bárbara Bruno, Vanessa Gourlatt, Jessica Córes, Rafael Pereira, Luci Pereira e Agnes Zuliani, dando corpo a um conjunto de personagens que enriquecem o cenário emocional do longa sem apagar o foco em Pasqualina e Pety.
Selecionado pelo Selo ELAS 2018, iniciativa da ELO STUDIOS voltada ao fomento do audiovisual realizado por mulheres, “É Tempo de Amoras” reforça o compromisso da distribuidora com narrativas autorais, diversas e de impacto social. Mais do que um filme sobre idade, o longa se constrói como um mergulho em um mundo possível, onde beleza, leveza, melancolia, alteridade e empatia se tornam pilares da história. Em suas palavras, Anahí aponta o desejo como motor da narrativa: a menina que deseja ter uma avó e a idosa que busca sentido para a própria vida, unidas por um vínculo improvável que, ao público, oferece um modo de olhar com mais ternura para o cotidiano.
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