Marcelo Goulart Floriano analisa prisões internas que limitam escolhas e bem‑estar emocional

Chega às livrarias em 2026 o livro “Correntes que aprisionam”, novo trabalho de Marcelo Goulart Floriano, publicado pelo selo Referência, da Editora Mostarda. A obra propõe uma investigação sobre mecanismos mentais que, muitas vezes de forma silenciosa, moldam comportamentos, geram sofrimento e restringem a autonomia emocional. Sem dramatizar, o livro se aproxima do cotidiano para apontar como padrões de pensamento, muitas vezes não percebidos, funcionam como verdadeiras prisões internas.
Transitando entre filosofia e psicologia aplicada, o livro identifica e analisa vinte “correntes mentais” — padrões internalizados que funcionam como prisões invisíveis. São ideias cristalizadas, exigências rígidas, mensagens internalizadas e crenças não questionadas que limitam decisões, afetam relações e condicionam projetos de vida, mesmo quando a pessoa acredita que está “livre para escolher”. Para o autor, a força dessas correntes não está em sua visibilidade, mas justamente em sua normalização: o que parece senso comum pode, na verdade, ser uma armadilha emocional.
“O principal motivador para transformar esses dilemas em livro foi compartilhar inquietações que me acompanham desde a adolescência — e que percebo também em muitas outras pessoas”, afirma Marcelo. “Essas prisões não têm cadeado. Elas precisam ser atravessadas com ação e consciência, não com a expectativa de que o tempo as dissolva sozinho.” Nessa perspectiva, “Correntes que aprisionam” se posiciona como um convite à leitura de si mesmo, mais do que uma receita terapêutica, reforçando a ideia de que entender a estrutura interna é o primeiro passo para a liberdade.
A obra também se liga diretamente às angústias contemporâneas, sem oferecer soluções milagrosas. Ela se apresenta como um espelho: expõe temas como medo da morte, culpa pelo passado, solidão, ansiedade e a pressão por felicidade constante, mostrando como esses aspectos se tornaram mais visíveis e mais pesados na sociedade atual. O capítulo dedicado à “Ansiedade pelo Futuro”, por exemplo, dialoga com dados de pesquisas recentes, como o levantamento Covitel (2024), que aponta cerca de 56 milhões de brasileiros relatando diagnóstico de distúrbio de ansiedade, com aumento de 14,3% nos atendimentos do SUS em 2024.
Para o autor, o desafio contemporâneo está em equilibrar planejamento e presença. “É necessário agir, mesmo sob pressão, mas com clareza de propósito. Precisamos atravessar o ‘túnel da pressa’ com foco, sem perder o sentido do caminho”, aponta. Ao abordar a busca pela felicidade — um tema em que o Brasil figura entre os países que mais se declaram felizes em rankings internacionais —, Marcelo adota uma postura crítica, entendendo a felicidade menos como resultado de uma fórmula e mais como consequência de autonomia emocional, sentido de vida e capacidade de atravessar o caos com consciência. O livro convida o leitor a rever rigidezes internas, acolher vulnerabilidades, fazer as pazes com a imperfeição e reconhecer a brevidade da vida como um elemento estruturante de cada escolha, e não apenas um motivo de medo.
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