Romance de estreia pela Mondru une sobrenatural, trauma familiar e crítica social

Marcelo Nery estreia com “Flores Astrais” (Mondru), saga familiar gótica rural ambientada em 1980 na Fazenda Grandi, onde jornalista gay Tiago retorna após 20 anos para lidar com a morte do pai Franco, tia Augusta e assombrações ligadas ao suicídio da mãe Serena. A narrativa não linear entrelaça passado e presente, expondo intolerância, racismo e poder em alegoria à herança colonial brasileira, com segredos que permeiam móveis e corpos.
Jarid Arraes elogia o sobrenatural como linguagem sensorial; Santiago Nazarian vê épico familiar com suspense, kitsch e crítica social; Flávio Muniz destaca o espelho da decadência elitista. Após dois anos de pesquisa histórica e memórias pessoais de infância gay no interior, Nery funde Agatha Christie, Poe e tradição oral mineira em estilo poético-irônico com “tensão subterrânea e aconchego”.
Luto, religiosidade e preconceito ganham abordagem psicológica: “O passado não morre, disfarça-se e assombra”. Multifacetado em computação, game design e tarô, o autor escreve como investigação intuitiva, flertando com telenovela em drama carregado.
Projetos futuros incluem “Não se engane com a morte” (gaslighting) e “Manual para se criar monstros” (distopia climática, mentoria Celso Taddei). Obra mergulha nas raízes do Brasil profundo, legitimando violências ocultas.
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