Atividades ancestrais resgatam convivência e estimulam lógica, empatia e autonomia em crianças e adolescentes

Criados há cerca de 7 mil anos a.C., os jogos de tabuleiro atravessam séculos como ferramenta lúdica e social, hoje esquecidos em meio aos eletrônicos, mas ideais para o ensino e desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes. Eles resgatam o prazer da interação presencial, fomentando diálogo, escuta ativa e construção coletiva de conhecimento, enquanto exercitam raciocínio lógico, estratégia e criatividade em um ambiente de regras e competição saudável.
Especialistas destacam ação em três frentes: cognitiva (concentração e lógica), afetiva (empatia e frustração) e social (convivência e equipe). Ao explorar possibilidades, as crianças constroem autonomia e inteligência emocional. Ana Cláudia Favano, psicóloga da Escola Internacional de Alphaville (SP), explica: “Jogar promove aprendizado espontâneo de socialização de forma prazerosa”.
Seis competências chave incluem raciocínio lógico em estratégias complexas, comunicação para negociar jogadas, colaboração em grupo, liderança responsável, autocontrole ao lidar com vitórias e derrotas, e autonomia em decisões independentes. Esses jogos reforçam tolerância, paciência e ética, como “laboratório social”, segundo Audrey Taguti, do Brazilian International School (SP).
Fatima Lopes, da Escola Bilíngue Aubrick (SP), vê neles formação de cidadãos críticos: respeitam regras, mas incentivam questionamentos simbólicos da sociedade. Integrados à escola ou família, viram potentes ferramentas para relações interpessoais melhores e preparação para desafios reais.
Mais que passatempo, tabuleiros formam jovens conscientes e criativos, combatendo isolamento digital. Incentive sessões regulares para um desenvolvimento integral.
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