Extermínio: Templo dos Ossos é Sequência Brutal e Alucinante

Ralph Fiennes enlouquece como médico sobrevivente em novo capítulo insano da saga zumbi

Ralph Fiennes / Sony Pictures

Extermínio: Templo dos Ossos eleva a insanidade da franquia com uma mistura audaciosa de horror folk, sátiras satânicas e experimentos com infectados, sob direção de Nia DaCosta e roteiro de Alex Garland. Ralph Fiennes brilha como Dr. Ian Kelson, um survivalista erudito que constrói um templo de ossos humanos e se conecta com Samson (Chi Lewis-Parry), um Alfa infectado dopado de morfina. Isolado na Inglaterra quarentenada, ele busca cura para o vírus da Raiva, misturando ciência racional a toques místicos em uma performance art épica ao som de Iron Maiden.

A trama divide foco entre Kelson e a gangue de satanistas liderada por Sir Lord Jimmy Crystal (Jack O’Connell), um messias carismático de tiara e moletom bling que comanda “dedos” com perucas loiras idênticas. Eles resgatam Spike (Alfie Williams, reprisando do filme anterior), um jovem exilado que entra no grupo após teste brutal, mas questiona sua crueldade pagã – mutilações rituais disfarçadas de “caridade” em nome de “Old Nick”, o diabo folclórico.

O’Connell convence como líder sádico, mas a violência gráfica vira torture porn repetitiva, longe do terror primal dos infectados. Erin Kellyman como Jimmy Ink oferece alívio, interpretando o fanatismo como delírio, enquanto Spike protege uma família cativa. A trilha eclética, de Duran Duran a Radiohead em toca-discos manual, pontua o caos, com visuais panorâmicos da Inglaterra e score tenso de Hildur Guðnadóttir.

No terceiro ato, as linhas se cruzam hilariamente: os cultistas confundem Kelson com Satanás por sua “comunhão” com Samson, levando a um confronto explosivo que redefine o legado e prepara o próximo capítulo com Danny Boyle. Fiennes rouba a cena como visionário lunático, lip-syncando heavy metal em êxtase sombrio, elevando o filme com frases como “Orgulho rasteja em mim como larvas no cadáver de Cristo”.

Apesar de whiplash tonal e excessos sangrentos, Extermínio: Templo dos Ossos nunca entedia, inovando a saga com compaixão pelos infectados e fanatismo humano pior que zumbis. Um banquete brutal para fãs de horror visceral.

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