São Silvestre: histórias, suor e emoção além da corrida viva

Entre passos, olhares e a mítica Brigadeiro, a prova revelou vidas humanas

A manhã ainda nem havia se organizado por completo quando a cidade já pulsava em outro ritmo. Em 2025, a São Silvestre chegou à sua centésima edição, carregando consigo um século de memórias, desafios e transformações. Mais do que uma corrida, o evento se apresentou como um grande encontro humano no coração de São Paulo. Eu não estava entre os que alinharam para correr, mas estive ali, presente, caminhando entre expectativas, abraços ansiosos e olhares que carregavam histórias inteiras.

Foto: Divulgação

Enquanto os corredores se aqueciam, o que mais aquecia mesmo eram as conversas. Pessoas de todas as idades, vindas de diferentes cidades e realidades, compartilhavam seus motivos para estar ali justamente em um ano tão simbólico. Havia quem corresse por superação pessoal, quem homenageasse alguém querido e quem celebrasse o privilégio de participar da 100ª São Silvestre. Entre uma fala e outra, a pergunta surgia quase como um ritual coletivo: “Foi difícil a Brigadeiro?”. A resposta quase nunca vinha sozinha — era acompanhada de risos, caretas e lembranças de outras edições.

A famosa subida da Brigadeiro Luís Antônio, aliás, parecia ganhar ainda mais peso nesta edição histórica. Para alguns, era o maior desafio físico; para outros, o momento de virada emocional. Ouvi histórias de desistência que viraram insistência, de pernas que falharam, mas de vontade que não cedeu. Quem não correu também sentiu o impacto: aplaudir, incentivar e testemunhar aquele esforço coletivo cria uma emoção compartilhada que atravessa o corpo de quem está apenas observando.

Ao final, quando os corredores cruzavam a linha de chegada, o sentimento dominante não era apenas cansaço, mas pertencimento. A centésima São Silvestre reforçou que a prova não é feita só de vencedores no pódio, mas de milhares de pequenas vitórias pessoais construídas ao longo de 100 anos de história. Estar presente foi entender que a corrida acontece nas pernas, sim, mas principalmente nas histórias que cada pessoa carrega — e que, por algumas horas, se encontram no mesmo trajeto.

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