Primeiro volume de Fabiano D’Agostinho combina ficção, filosofia e reflexão sobre IA e inclusão

A humanidade hoje se depara com um grande dilema: como evoluir com a tecnologia sem que seus impactos adversos dominem a cena? É nesse ponto que a nova obra de Fabiano D’Agostinho, mentor, palestrante e executivo, entra em jogo. 2081 XRAM – O Livro do Renascimento, primeiro volume de uma tetralogia, será lançado em 3 de março, em São Paulo, e convida o leitor a pensar o futuro a partir de um olhar que une ficção, filosofia e responsabilidade social.
A trama se inspira na própria trajetória de D’Agostinho, criando um paralelismo entre realidade e ficção que espelha a era dos multiversos, em que experiências pessoais se fundem com narrativas possíveis. O protagonista Orlando vive provações semelhantes às do autor: liderança abandonada, crise financeira, adaptação a uma nova condição de vida. A partir de eventos traumáticos, descritos como um verdadeiro renascimento, o personagem se reconstrói, seguindo um caminho de ressignificação, autodescoberta e superação – inclusive simbolicamente, ao fazer uma peregrinação de 220 quilômetros pelo Caminho de Santiago de Compostela em cadeira de rodas, algo que o próprio D’Agostinho vivenciou em sua trajetória.
A obra dialoga diretamente com clássicos como 1984, de George Orwell, que, ao antecipar questões como o uso de telas, a vigilância e as notícias falsas, mostra como a ficção pode prever e problematizar o futuro. Em 2081 XRAM, isso se traduz em uma narrativa que projeta cenários tecnológicos e sociais, sem abrir mão da esperança e da capacidade de escolha. O foco central não é a dominação da máquina, mas a ética no uso da inteligência artificial e a construção de um novo paradigma social, mais inclusivo, sustentável e justo.
A narrativa também aborda temas como a luta contra o capacitismo, a construção de uma sociedade menos hostil para pessoas com deficiência e a importância de legar um mundo diferente para as próximas gerações. O personagem Carlo Legens, que acompanha o amadurecimento do leitor, cresce observando a realidade dura vivida pelo pai, Orlando, e isso o leva a desenvolver uma visão de mundo mais sensível, crítica e engajada. Para D’Agostinho, só é possível projetar uma nova forma de convivência se reconhecermos que a tecnologia, por si só, não define o futuro – quem o define são os valores humanos que a orientam.
A obra propõe um caminho de evolução coletiva, em que a ideia de corrida e de vencer a qualquer custo é substituída pela ideia de jornada: não se trata de chegar primeiro, mas de chegar e fazer com que os outros também cheguem. Segundo D’Agostinho, tudo isso está ligado a solidariedade, inteligência, bondade e, principalmente, ética. A jornada do Caminho de Santiago, vivida pelo autor, reforça a compreensão de que transformação só acontece quando se conecta legado, propósito e responsabilidade com o coletivo.
Em última instância, 2081 XRAM se posiciona como uma ficção menos sobre máquinas e mais sobre o coração humano: sobre como preservar a essência, valorizar o potencial de cada pessoa e usar a tecnologia para ampliar o que há de melhor em nós, não o oposto. O livro se apresenta como um convite a renascer – como Orlando, como Carlo, como o próprio autor – e a imaginar um futuro que não apenas aceita a inovação, mas a submete a princípios como diversidade, equidade, inclusão, sustentabilidade e dignidade para todos os habitantes do planeta.
Literatura é Semana Pop
Siga Luiz Amoasei no Instagram
Conheça a produtora: IdeiaDigital
Siga o Semana Pop no Instagram
Conheça a missão do Semana Pop
Lembrando que todo o conteúdo de artigos produzidos por terceiros, não é de responsabilidade do portal Semana Pop.





